Seus olhos vidrados naquela cachoeira
no brilho das pedras e no estardalhar das risadas
Mas nem aos poetas já pertenceu a lua
e o escorrer do tempo não esperou por ela.
Pudesse quem sabe incendiar o hábito
(dos padres,frades e freiras?)
E o cinza não engoliria a aquarela.
Ela mente
sorri
graceja
Transmuta em céu azul o que é noite de tempestade
Enquanto em seu peito rugem os trovões e os fantasmas do passado.
As torrentes mudaram, as fotos amarelaram
(tais os amigos que se foram)
Violentas são agora suas corredeiras
Estranha a mudez de seus porta-retratos.
Dobra os joelhos e faz uma prece-
cerram-se,enfim, seus olhos vidrados.
Sonha com o que eram vitrines e bonecas de cera.
Cacos ao chão e vidro em pedaços.
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